Há pessoas presas a quem tu já não és

Jan 18, 2026 8:34 pm

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Há pessoas que nos conhecem apenas numa versão antiga.

Uma versão construída num tempo em que sobreviver era mais importante do que compreender, em que caber era mais seguro do que ser inteiro.


Conhecem-nos quando éramos mais contidos, mais adaptáveis, mais disponíveis para sustentar expectativas que não eram nossas.

E continuam, muitas vezes, a relacionar-se connosco a partir dessa imagem fixa, como se o tempo não tivesse passado por dentro de nós.


Mas passou.

E nós passámos com ele.


Quem fomos não era uma versão menor.

Era uma versão necessária.

Funcional dentro das condições que existiam, treinada para antecipar, evitar conflito, aguentar.


O problema não é termos sido essa pessoa.

É continuarmos a ser tratados como se nada tivesse mudado.


Quem somos hoje é o resultado de uma reorganização profunda, não de um capricho.

Mais selectivos. Mais claros. Mais firmes.

Não porque nos tornámos difíceis, mas porque aprendemos a ouvir-nos.


Entre quem fomos e quem somos existe uma transição silenciosa, muitas vezes mal compreendida.

Não é desorganização.

É maturidade emocional em construção.


Se sentes que estás neste lugar — onde a versão antiga já não chega e a nova ainda se está a consolidar — há caminhos possíveis para aprofundar esta leitura com método, linguagem clara e ética.


Lê o artigo completo no blogue.


E se precisas de orientação e apoio, estou aqui para ti.


Reencaminha este texto a quem achas que precisa de o ler.


E boa noite. Boa semana!


Anabela Reis

Psicologia Aplicada | Ciência Emocional | Desenvolvimento Humano

https://linke.to/endurancepsy

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