poesia não dá dinheiro

Jul 20, 2026 9:31 am

oi, . tudo bom?


hoje, um pequeno relato sobre uma das vezes que eu trabalhei de graça. mas obviamente essa crônica é sobre outras coisas etc., etc.


principalmente etc.


novamente, quase nenhuma revisão.


agora, a crônica.


ei-la.




nas férias, a gente descansa carregando pedra. por algum motivo, lembro do pessoal da minha família falando esse ditado (idiossincrático?) durante meus recessos porque sempre aparece algum trabalho textual pra fazer. dessa vez, tô traduzindo um texto pro inglês.


essa tradução me fez abrir a minha pastinha com os outros trabalhos de revisão, leitura crítica e tradução que eu fiz. lá, reside um documento que vou chamar de "texto z" — uma experiência de trabalho muito bem sucedida no critério "ganhar… experiência". a moça dona do texto me contatou e pediu uma leitura crítica. expliquei os detalhes do serviço, passei o orçamento, combinamos valores e prazos e fui pro trabalho.


após tê-lo terminado, chegou a hora do pagamento. a moça morava fora do país e não teria como pagar pelos meios tradicionais brasileiros (quem vem à minha casa falar mal do pix, vem ao lugar errado). lembrei que uma vez fiz um teste em uma empresa estrangeria e recebi por uma plataforma online — que eu já não usava há muito tempo. na época era grátis. guarde essa informação.


com o esquema do pagamento pronto, fui ler e criticar o texto z. eram poemas e eu não sabia que eram textos curtos. então, no final das contas, o montante que eu teria para receber seria pequeno, porque combinei de cobrar por caractéres. vamos dizer que o valor final foi uns 50 reais (que a pessoa ainda ia mandar em dólar).


pois bem, entreguei o arquivo combinado e a pessoa fez o pagamento. mas a plataforma de pagamento começou a cobrar uma taxa em dólar por trasações que, no câmbio, dava uns 50 reais.


espero que esses textos estejam bem.


mas, no fim das contas, a poesia não tem realmente nenhum valor monetário.


ATT, Jv



Comments
avatar Fabio
estava pensando, depois da nossa conversa no bsky e com o texto, sobre como todo esse meio ambiente da escrita é um continente inóspito e mais selvagem que o pré-cambriano.