1.000.000.000.000.000.000.000.000 de cores
Jul 13, 2026 9:31 am
oi, . tudo bom?
na crônica de hoje, eu deixei claro alguns descontentamentos com douglas santos, a seleção brasileira e formas de representar alienígenas no cinema. mas é claro que esse texto é sobre outras coisas etc., etc. principalmente etc.
novamente, quase nenhuma revisão.
agora, a crônica.
ei-la.
— em mais um surto de ilusão, já estava quase me acostumando com a ideia de que o brasil seria hexa com douglas santos na lateral esquerda. felizmente, bastou uma noruega acabar com a ilusão e não tenho mais que pensar em celebrar um hexacampeonato mundial às custas de doulgas santos na lateral esquerda.
dito isso, depois de vários dias assistindo* apenas partidas de futebol, assisti um filme. esse último do ryan gosling. project hail mary. confesso que não tava esperando ser um filme de alienígena — na verdade, não esperava nada, não vi trailer, propaganda, sinal de fumaça, meme, nada do filme.
mas já simpatizei porque o alien do filme não é um humanoide. é meio egocêntrico imaginar uma forma de vida de outro planeta, outra galáxia, às vezes até fictícios, e o ente ser feito à nossa imagem e semelhança.
mas, dessa vez, outra coisa me incomodou. o extraterrestre da vez também não tinha uma língua articulada (ponto pro filme mais uma vez por não pensar em aliens a partir dos humanos também nesse aspecto). daí o doutor protagonista ajambra uma traquitana pra tornar o diálogo possível e o etezinho diz, em algum momento, que sentia solidão e medo. através da sua forma de se comunicar, fica perceptível a sua ansiedade em certas situações.
daí, fui pra além de me incomodar com a forma física e linguística do alien, mas fiquei pensando se faria de fato sentido que as formas de sentir e essa estruturação de uma consciência ou de uma psiquê desse ser também fossem baseadas nos construtos humanos. sim, eu sei que é ficção e que toda arte, via de regra, é feita de humanos e para humanos, e, justamente por isso, é que os personagens, independete de sua espécie, se expressam de maneira humana. mas, e se houver outras maneiras não só de se expressar, mas de se sentir, que escapem ao limitado espectro de emoções pós-modernas?
a tamarutaca é um crustáceo marinho que enxerga 1 septilhão de cores. 1.000.000.000.000.000.000.000.000 de cores e nem eu, nem você, nem as tamarutacas, jamais terá ideia de o que isso de fato significa.
ATT, Jv
*quando o jogo era em horário que não me dava sono (antes das 20h)