… principalmente etc. by João Victor Fiorot

All issues

1.000.000.000.000.000.000.000.000 de cores

você sabe quanto é 1 septilhão de qualquer coisa?

oi, . tudo bom?


na crônica de hoje, eu deixei claro alguns descontentamentos com douglas santos, a seleção brasileira e formas de representar alienígenas no cinema. mas é claro que esse texto é sobre outras coisas etc., etc. principalmente etc.


novamente, quase nenhuma revisão.


agora, a crônica.


ei-la.




— em mais um surto de ilusão, já estava quase me acostumando com a ideia de que o brasil seria hexa com douglas santos na lateral esquerda. felizmente, bastou uma noruega acabar com a ilusão e não tenho mais que pensar em celebrar um hexacampeonato mundial às custas de doulgas santos na lateral esquerda.


dito isso, depois de vários dias assistindo* apenas partidas de futebol, assisti um filme. esse último do ryan gosling. project hail mary. confesso que não tava esperando ser um filme de alienígena — na verdade, não esperava nada, não vi trailer, propaganda, sinal de fumaça, meme, nada do filme.


mas já simpatizei porque o alien do filme não é um humanoide. é meio egocêntrico imaginar uma forma de vida de outro planeta, outra galáxia, às vezes até fictícios, e o ente ser feito à nossa imagem e semelhança.


mas, dessa vez, outra coisa me incomodou. o extraterrestre da vez também não tinha uma língua articulada (ponto pro filme mais uma vez por não pensar em aliens a partir dos humanos também nesse aspecto). daí o doutor protagonista ajambra uma traquitana pra tornar o diálogo possível e o etezinho diz, em algum momento, que sentia solidão e medo. através da sua forma de se comunicar, fica perceptível a sua ansiedade em certas situações.


daí, fui pra além de me incomodar com a forma física e linguística do alien, mas fiquei pensando se faria de fato sentido que as formas de sentir e essa estruturação de uma consciência ou de uma psiquê desse ser também fossem baseadas nos construtos humanos. sim, eu sei que é ficção e que toda arte, via de regra, é feita de humanos e para humanos, e, justamente por isso, é que os personagens, independete de sua espécie, se expressam de maneira humana. mas, e se houver outras maneiras não só de se expressar, mas de se sentir, que escapem ao limitado espectro de emoções pós-modernas?


a tamarutaca é um crustáceo marinho que enxerga 1 septilhão de cores. 1.000.000.000.000.000.000.000.000 de cores e nem eu, nem você, nem as tamarutacas, jamais terá ideia de o que isso de fato significa.


ATT, Jv


*quando o jogo era em horário que não me dava sono (antes das 20h)

Share
Get the next issue in your inbox
Free, and you can unsubscribe any time.

0 comments

More issues

All 11 →
#9 Jun 9, 2026

jogos, nostalgia e literatura

Read issue →
#8 Apr 22, 2026

UM TÍTULO AQUI

Read issue →